Ainda os portos e a Aliança P3

"As empresas têm que negociar com mais informação e técnica, porque estão a lidar com grandes operadores internacionais com uma estratégia", diz Fernando Grilo, administrador da Logistema, em conversa com o Negócios (Alexandra Noronha - edição de dia 3 de Dezembro de 2013).

Quais os maiores receios das empresas do sector face a esta aliança?

Relativamente a Portugal, o impacto que tem, numa altura em que vivemos um grande esforço a nível da exportação, é que na exportação através dos portos de Lisboa, Leixões e Sines estes três operadores têm um peso dominante em toda a exportação, para a Ásia, América Latina e para a América do Norte. E, portanto, neste momento [os portos] negoceiam com cada um dos operadores. No futuro, no entanto, têm que contar com esta aliança operacional.


E o que é que podem fazer para se protegerem?

As empresas têm que negociar com mais informação e técnica, porque estão a lidar com grandes operadores internacionais com uma estratégia. E isto é também para grandes empresas com grandes volumes de exportação de 70 ou 80 mil TEU por ano. Em termos internacionais é muito pouco, ainda que para Portugal seja bastante. As empresas que exportam papel são um sector muito importante e sentem essa dificuldade, quanto mais uma PME que exporta para a China, Ásia ou EUA. As empresas necessitam muito do apoio do Governo nesse aspecto porque estão envolvidas questões de concorrência. A própria União Europeia também está a analisar isto do ponto de vista da concorrência. E os Estados Unidos.


O Governo está sensibilizado para esta questão?

Temos a estratégia nacional para o mar, mas com uma forma tão ampla que esta situação concreta está muito minorada. O Governo não tem dado muita importância a esta questão. Queremos alertar o Governo para esta questão do P3, até porque cada um dos Estados vai ter que se pronunciar sobre isso no âmbito da União Europeia. Esta situação já se vem a passar há dois ou três anos. Estas alianças já existem e isto trata-se de uma formalização, tendo em conta que como já tem os três uma quota de mercado da ordem dos 33% no tráfego Este-Oeste passam os limites dos 30% da União Europeia.

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