Aliança no transporte marítimo causa receios

A aliança entre as maiores companhias mundiais de transporte marítimo de contentores, designada P3, pode mudar os portos utilizados para carregar e descarregar contentores, alerta Fernando Grilo, administrador da consultora de logística Logistema.

Trata se de um acordo operacional entre as empresas que controlam o transporte de contentores em todo o mundo, designadamente a Maersk, a CMA CGM e a MSC.
“Essas alterações podem ser sentidas nos portos portugueses sobretudo em Leixões, Lisboa e Sines”, refere. No entanto, esta aliança, que deve arrancar em 2014, ainda terá de passar pelo crivo da Concorrência na Comissão Europeia.
Ou seja, se a União Europeia considerar que a aliança P3 exerce uma posição dominante no transporte marítimo, as três empresas que a integram terão de atuar separadamente na União Europeia.
No entanto, os problemas que a P3 coloca a Portugal não serão simples de regularizar porque, segundo Fernando Grilo, poderão alterar os fluxos de transporte destinados aos maiores portos e sobretudo a Sines.
Neste sentido, o consultor considera que o arranque de um projeto como a Trafaria em 2014 fará pouco sentido, arriscando enfraquecer o crescimento de Sines. “Não acredito na viabilidade do Terminal da Trafaria se não houver envolvimento das câmaras municipais, dos operadores de terminais de contentores e de outros operadores europeus de grandes dimensões”, considera Fernando Grilo.
Além disso, as recentes infraestruturas portuárias construídas no norte da Europa não estão a ter o sucesso previsto. “Há terminais de contentores que foram agora concluídos na Alemanha e estão vazios”, alerta. 

Notícia elaborada pelo jornalista João Palma-Ferreira e publicada na edição de dia 24 de Agosto de 2013 do jornal Expresso
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